- “Aquilo que uma escola pensa sobre a sua biblioteca é a medida do que pensa sobre a educação.”
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Atividade |
Destinatários/Local |
Dia/Hora |
| Aprendendo a Tecl@r | 4.ºano EBS – BE | 15 de maio – 9h00 |
| Contar Afectos | JI de Vila Cova | 15 de maio – 14h00 |
| Semana Pink Floyd | Comunidade escolar EBS | 15 - 17 de maio |
| Há Poemas na gaveta | 8.ºB – BE | 28 de maio – 10h30 |
| Aprendendo a Tecl@r | 4ºano/EB1 de Perelhal | 29 de abril – 9h00 |
Às Voltas com o livro, o papel e o lápis – 3.ª edição**
* Em articulação com a Biblioteca Municipal**Sujeita a programação própria |
Comunidade educativa | 22 a 25 de maio |
Concertos, apresentações de livros, debates, sessões de autógrafos e animação infantil marcam hoje as celebrações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Feira do Livro de Lisboa, a decorrer no Parque Eduardo VII.
Segundo uma nota à imprensa da organização, o ponto alto das celebrações será às 19:00 no pavilhão das Bibliotecas Municipais com o discurso do secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira, seguindo-se a apresentação de livros de autores lusófonos.
A data de 5 de maio foi definida como o Dia da Língua Portuguesa e a Cultura da CPLP, uma decisão do XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em junho de 2009, em Cabo Verde.
Na mesma nota a organização sublinha que “a Lusofonia tem sido um tema privilegiado com programação dedicada aos diferentes países de Língua Portuguesa” nesta 82.ª edição da Feira.Hoje as celebrações da Lusofonia começam pelas 11:00 com o projeto da Escola de Trânsito “A Segurança Começa em ti” que marca presença no palco central da feira com o autocarro multimédia da juventude.”
Fonte: notícias sapo.pt

Média Semanal de Utilizadores – 827
LEITURA – 376 (45%)
TRABALHO – 461 (55%)
Leitores com mais requisições
Hélder Meira – 7.ºA
Daniela Martins – 5.ºB
Turma com mais requisições
11.ºA
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.
Francisco Hinojosa
(trad. Maria Carlos Loureiro)